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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Extant 1x1 Reentry - Series Premier


"Don't trust them. Anybody... anybody." 

A série produzida por Steven Spielberg é interessante, mas pode não atingir a massa.


A astronauta Molly Woods, interpretada por Halle Berry, acaba de voltar de uma missão solo no espaço depois de 13 meses.  Agora ela tem que se reajustar a vida familiar, com seu marido cientista (Goran Visnjic) e seu filho (Pierce Gagnon), que na verdade é uma inteligencia artificial. O drama começa quando Woods descobre que está gravida, o que deveria ser impossível levando em conta que estava sozinha no espaço todos esses meses.

Apesar de entendermos que a historia se passa no futuro, em momento algum nos é dito a exata data. Na verdade, o futuro está apenas ali. Temos algumas tecnologias scifi como o carro sem motorista, todas aquelas telas super bacanas de touch e uma lixeira maravilhosa.


Entendemos também que existem poderosas corporações, como a que o marido de Molly, John Woods, vai procurar para conseguir fundos para continuar sua pesquisa com humanoides iguais ao seu filho. O cientista acredita que para terem robôs humanoides, é realmente preciso que eles tenham uma experiencia humana, lições humanas, e quem melhor para aprender do que uma criança. Percebemos que ele é um pouco obcecado com isso até, tendo em vista que seu projeto não possui um botão vermelho gigante com ABORT MISSON.


Por falar no marido de Halle Berry, o que foi dito pra esse ator? Ele deveria ser sem sal nem açúcar? Porque o beijo "apaixonado" que eles dividem no chuveiro é uma das coisas mais broxantes que eu já vi na televisão. Sério.

Uma parte interessante do piloto é a corporação que citei ali em cima, do  Hideki Yasumoto (Hiroyuki Sanada, de Helix). Pelo que entendi, Molly de certa forma trabalha para eles, já que sua agencia foi privatizada. Yasumoto está na cena mais WTF no episodio, saindo de uma especie de capsula onde repousava (e aquelas coisas estranhas que comia também enquanto conversava com o diretor da agencia sobre Molly).

Ethan, o filho A.I. do casal (sim, eu estou pensando demais no filme de 2001), parece estar enfrentando algumas problemas com a Matrix. Em meio a um passeio no parque com sua mãe, o garoto parece surtar e sai correndo. Molly o encontra ao lado de uma pomba morta. Creepy. Isso leva a uma discussão entre o casal Woods, em uma especie de laboratório com pedaços de A.I, o que também é creepy (eu estava a todo momento esperando aquelas coisas piscarem). A cena em que eles fazem as pazes é provavelmente uma das minhas favoritas no episodio, por conta da direção.


O casal está enfrentando problemas, e quando vão fazer as pazes, podemos perceber que há uma parede entre eles. Eles conversam por meio daquela janela. A metáfora é forte aqui, então ponto para a direção.

A fotografia da série também impressiona, com cenas muito bonitas e onde são necessários efeitos especiais, a equipe entrega. Gostei bastante das cenas dentro da estação espacial e o companheiro robô dela, BEN, me fazia lembrar muito do HAL 9000, eu estava esperando por um "I'm afraid I can't do that". Temos uma cena bem creepy na espaço nave também, eu o timing do suspense é ótimo. Quando Molly avista o companheiro (ex-namorado, inclusive) já falecido, todos os elementos em cena ajudam entendermos o que ela sentiu. Eu achei que eles iam fazer um amorzinho gostoso lá, mas pelo jeito ela desmaiou apenas. Seria sensacional ver a cena dela tendo algo com o nada, em vista que ao assistirmos as filmagens da nave percebemos que ela estava sozinha.


O principal mistério da série gira em torno exatamente disso. O que aconteceu com Molly no espaço? Foi mesmo uma visão? Como ela engravidou? Por que seu amigo, também falecido, voltou e está tentando lhe contar algo?



Eu espero que os roteiristas saibam para onde levar a série, pois se continuar com esse ritmo lento, os telespectadores irão mudar de canal. Série de sci-fi já não costumam atrair muito a massa, sendo lento assim ainda? Eu realmente espero que tudo der certo, afinal, a série tem um ar de que não nos contará tão cedo o que está acontecendo, e eu, sendo um ser humano muito curioso, não irei aguentar esperar.

No mais, vale a pena assistir se você gosta de um drama lento e vale a pena também se você gosta de um sci-fi mais filosófico. Ou apenas aprecia séries bem dirigidas.

CONFORTO DESSA POLTRONA:
8 poltronas

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