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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Primeiras Impressões: From Dusk Till Dawn e Salem



From Dusk Till Dawn

Já era pra eu ter feito essa há semanas, mas antes tarde do que nunca. From Dusk Till Dawn é tudo o que se pode esperar de algo produzido pelo Robert Rodriguez: doses cavalares de violência, sangue, México, protagonistas carismáticos e mulheres sedutoras. A série é inspirada pelo filme homônimo de de 1996, estrelando George Clooney e Quentin Tarantino nos papéis principais. E o que posso dizer da adaptação é que está inegavelmente fiel ao filme, com modificações super interessantes que tornaram a história ainda mais interessante. Enquanto no filme Richie Gecko é um sociopata estuprador bizarro, na série temos um Richie muito mais complexo e apaixonante, com problemas mentais garantidos a ele depois de um longo tempo de exílio sozinho e ouvindo vozes. A grande surpresa, no entanto, ficou para Carlos, tendo um papel chave, apresentado como um vampiro e adorador da mesma mulher a quem Richie ouve nos mais inesperados e impróprios momentos. A série é uma sequência de cenas de ação, um pouco de horror, a comédia inteligente que parece ser um dom de Robert Rodriguez e, é claro, os irmãos Gecko mostrando que, às vezes, os protagonistas podem sim não terem um mínimo de caráter e mesmo assim nos fazerem torcer por eles o tempo inteiro. Se há um defeito na série, eu diria que fica por conta da censura que tirou dela momentos marcantes presentes no filme que, ao serem adaptados, acabaram por quebrar um pouco da magia do original, mas nem isso tira de Rodriguez o crédito por fazer uma história incrível ficar ainda mais incrível.

CONFORTO DESSA POLTRONA:
9 poltronas


Salem

A série fez um marketing inicial gigantesco, prometendo superar a famigerada American Horror Story - Coven. Não duvido que consiga, a série tem chances enormes de se mostrar realmente ótima no quesito bruxas e rituais bizarros. Mas o foco, percebe-se, vai muito além da bruxaria. É sobre Salem inteira, as crenças, as pessoas, as relações interpessoais e, especialmente, o romance entre a antagonista - inicialmente apresentada como uma jovem ingênua e apaixonada, para depois aparecer como uma poderosa bruxa depois de acreditar ter perdido seu amor para a guerra - e o protagonista, John: um homem honrado e corajoso, o autêntico herói que tem sempre algo a dizer em qualquer situação e que não acredita em bruxas, ou em Deus ou no diabo. Mas logo no pilot confronta uma cena que só poderia se explicada como bruxaria ou um pesadelo real demais para ser possível. A série mostra os dramas de uma bruxa dividida entre o poder e o amor e um homem que parece viver pelo mesmo amor. Com cenários horripilantes e cenas de possessão - e bruxas de rostos desfigurados, Salem mostrou a que veio e promete cumprir com a promessa de ir onde Coven não foi: a briga entre religião x bruxaria e as feridas que tal luta abriu. Não vou dar um dez porque ainda acho que para atender ao marketing feito, ainda falta algum tempero, uma vez que o clichê do grande amor desfeito pela guerra e a moça que casa com o grande inimigo do seu amado já está mais do que ultrapassado e é centro na série, apesar de ter motivos bem empolgantes por parte da moça de ter feito as escolhas que fez, mas se desconsiderarmos o romances novela da globo, a série é genial.

CONFORTO DESSA POLTRONA:
9 poltronas

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