Onde está o que Asimov ensinou?
CBS acertou mais uma vez. Estreou ontem a série protagonizada por Josh Holloway, o eterno Sawyer de Lost. Seu personagem é um militar que devido há um programa do governo americano possui o corpo de um ser humano e o cérebro de uma maquina.
Atuações exemplares por toda a parte, mas tenho que falar da minha querida Meghan Ory, a Ruby de Once Upon a Time, que aqui interpreta Riley Neal, uma agente especial responsável por proteger Gabriel, personagem de Holloway. Ela está maravilhosa, mas devo dizer que a personagem não foi bem apresentada. Senti como se tivesse sido apenas jogada ali.
O roteiro apesar de bom teve algumas falhas, como por exemplo Gabriel usar suas habilidades quando lhe é mais conveniente e parecer não ter nenhum "poder" em outros momentos.
Senti falta também de questões filosóficas. Estamos falando de um ser humano normal que tem implantado em seu cérebro componentes que o transforma em uma mente-wikipedia-satelite-google glass, e apenas em um momento da série é levantado a questão dele ainda ser um humano. Esse parece ser o erro da temporada para os roteirista, levando em conta que Almost Human, da Fox, também possui esse problema. Asimov estaria decepcionado com isso. Vamos lá pessoal, se aprofundem no que há de filosófico, no que pode mudar em um homem ter parte de seu corpo transformado em maquina.
Direção de imagem está de parabéns, as cenas estão lindas e o pessoal dos efeitos especiais também estão mandando bem, a visão do Gabriel está muito bem representada (embora algumas vezes confusa).
Espero que nos próximos episódios eles consigam explorar mais o lado humano que a série pode oferecer e que possamos ver ainda mais o que o cérebro positrônico de Gabriel pode fazer. No mais, a série é uma das melhores que estrearam nessa temporada.
CONFORTO DESSA POLTRONA:
8,5 poltronas


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